O curta Vigília é baseado na vanguarda surrealista e apresenta varios elementos que remetem a ela. Assistam, confiram e comentem o que acharam.
domingo, 17 de junho de 2012
sábado, 26 de maio de 2012
Luis Buñuel
Luis Buñuel Portolés é considerado o pai do
Surrealismo cinematográfico e um dos mais polêmicos diretores da história do
cinema. Nasceu em 1900 na aldeia de Calanda, Teruel, Espanha e teve uma
rigorosa educação, estudando durante a infância e adolescência com os Jesuítas.
Luis Buñuel em gravação
Em seguida foi estudar na Universidade de Madrid,
onde teve os primeiros contatos com as vanguardas artísticas da época e morou
na Residência dos Estudantes, onde conheceu e se tornou muito amigo do poeta Federico
García Lorca e de Salvador Dalí, com quem trabalhou junto anos mais tarde.
Na Espanha Buñuel já tinha contato com o cinema, mas
foi quando se mudou para França, em 1925, que iniciou os estudos na Academia de
Cinema de Paris e trabalhou como assistente de direção e roteirista do cineasta
Jean Epstein.
Em parceria com Dalí, e com auxilio financeiro de sua mãe, fez seu primeiro filme, intitulado “Um Chien Andalou” (Um Cão Andaluz, 1929) que rompeu a narrativa cinematográfica tradicional e tinha imagens fortes e de grande impacto, tanto naquela época quanto nos dias de hoje, como a cena em que é cortado o globo ocular com uma navalha. Com ele, tanto Bruñuel quanto Dalí passaram a integrar o grupo surrealista. O curta foi considerado por muitos como um ataque a Garcia Lorca, de quem havia se afastado por, entre outros motivos, ter aversão a homossexualidade do poeta. O filme ficou em cartaz durante vários meses e fez muito sucesso.
Em parceria com Dalí, e com auxilio financeiro de sua mãe, fez seu primeiro filme, intitulado “Um Chien Andalou” (Um Cão Andaluz, 1929) que rompeu a narrativa cinematográfica tradicional e tinha imagens fortes e de grande impacto, tanto naquela época quanto nos dias de hoje, como a cena em que é cortado o globo ocular com uma navalha. Com ele, tanto Bruñuel quanto Dalí passaram a integrar o grupo surrealista. O curta foi considerado por muitos como um ataque a Garcia Lorca, de quem havia se afastado por, entre outros motivos, ter aversão a homossexualidade do poeta. O filme ficou em cartaz durante vários meses e fez muito sucesso.
Uma das imagens mais perturbadoras do cinema (Um Cão Andaluz)
Logo em seguida foi a vez do espirituoso e violento “L’Âge
d’Or” (A Idade do Ouro, 1930) e, após uma curta temporada em Hollywood, dirigiu
o documentário “Las Hurdes Tierra Sin Pan” (Terra Sem Pão, 1933), que traz como
tema o dia a dia da aldeia Extremadura, na Espanha. A linguagem, os fatos
mostrados e as imagens eram tão fortes e reais, por se tratar de um local
extremamente miserável, que era surreal(lista), mesmo. Porém, o governo da
época alegou que a obra passava uma imagem negativa do país, e a proibiu.
Com a Guerra Civil espanhola, Luis Bruñuel emigrou
para os Estados Unidos onde trabalhou até como dublador para Warner Bros e
depois para o México, mas dirigiu vários outros filmes. Para se ter uma ideia,
no período em que morou no México ele chegou a fazer oito filmes em oito anos.
Buñuel
ainda voltou para Europa, onde dirigiu alguns outros filmes, mas sua última
obra para o cinema foi “Esse Obscuro Objeto de Desejo”, de 1977, depois disso
ele ainda escreveu uma autobiografia e morreu em 1983, vítima de câncer, na
Cidade do México, deixando um legado imenso para a cultura cinematográfica.Abaixo o polêmico documentário "Las Hurdes Tierra Sin Pan":
(Terra Sem Pão, 1932)
Referências:
sábado, 19 de maio de 2012
Elementos surrealistas e a realidade absoluta de André Breton
"Cara imaginação, o que mais amo em ti, é que tu não perdoas", essa frase de André Breton, mostra qual é o principal foco da arte surrealista. A imaginação é livre, e a sua utilização possibilita novas experiências. A tentativa de descobrir um homem primitivo, sem a influência da sociedade e suas regras fez com que o movimento surrealista negasse todas as ideias de valores como lógica e razão, inteligência crítica, família, pátria, moral e religião. Invés disso os artistas foram buscar nos estudos psicanalíticos sua inspiração. É comum encontrarmos no surrealismo a exploração do inconsciente, as narrações dos sonhos, as experiências com o sono hipnótico, a contra lógica e até um pouco de humor.
O sangue de um poeta, filme surrealista
André Breton um dos pioneiros na arte surrealista, critica em seu primeiro manifesto, os lugares-comuns e o ato de tornar o desconhecido em conhecido da forma que estava sendo feita, mostrando que o sonho é uma parte psíquica considerável que não poderia ser ignorada. Baseado nas psicanálises Freudianas, Breton afirma que o sonho é contínuo e possui traços de organização, porém, a memória faz cortes, não leva em conta as transições; O estado de vigília, que é uma interrupção do sono, causa uma estranha tendência à desorientação; O espírito humano se satisfaz plenamente durante o sonho, é inapreciável temos facilidade a tudo. Tudo isso era para ele um grande campo inexplorado pelo cinema. Breton também acredita que a mistura desses dois estados, o sonho e a realidade, podiam ser uma espécie de realidade absoluta, que ele denomina como surrealidade.
"Não é o medo da loucura que nos forçará a largar a bandeira da imaginação",
André Breton.
"ANDRE BRETON", por Shahla Rosa
Fonte: Cinema Surrealista - http://pt.scribd.com/doc/17704209/Cinema-Surrealista
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Surrealismo - a libertação da mente
O primeiro
manifesto do surrealismo afirma que o movimento trata-se de:
“Automatismo
psíquico puro, mediante o qual se tem o propósito de expressar, seja
verbalmente, seja pela escrita ou por qualquer outro meio, o funcionamento real
do pensamento. Ditado do pensamento que não sofre o controle exercido pela
razão e que se mantém à margem de qualquer preocupação estética ou moral”
Ou seja, é um método de produção artística que prioriza a atividade
subconsciente sobre a consciente.
Surgido na França na década de 1920, é um herdeiro direto da linguagem
simbolista e da revolução romântica e foi
influenciado por Freud, que acreditava
que o homem deve libertar sua mente e dar maior abertura e importância aos
sonhos, as ideias do inconsciente e ao desejo.
No cinema, os
cineastas quebraram com o tradicionalismo cinematográfico. Demonstram uma
despreocupação total com o enredo e com a história do filme, desconstruindo os
roteiros, afim de obter obras mais livres, mais ligadas aos sonhos e desejos
inconscientes. Proporciona infinitas possibilidades de imagens, ampliando assim
o referencial de informação visual, já que no cinema pode-se reproduzir
livremente e sem limites o pensamento,o sonho.
Existem diversos filmes surrealistas,
e um deles é “A Idade do Ouro” (L’age d’Or, 1930) do consagrado Luís Buñuel
(1900-1983), considerado o maior representante da escola surrealista no cinema.
sábado, 5 de maio de 2012
A estreia de uma vanguarda
Cena considerada a mais polêmica do filme Um Cão Andaluz
Um dos filmes mais polêmicos de todos os tempos, é considerado o
primeiro e o mais famoso da vanguarda surrealista, também chamada de
cinema subjetivo por alguns autores. O curta metragem Un Chien Andalou (O
Cão Andaluz) de 1929 é o resultado da parceria entre o cineasta Luis Buñuel
e o Pintor Salvador Dali. O filme foi feito para a elite francesa e apresenta
cenas violentas e anticlericais, se preocupa mais com o ritmo da montagem
rítmica do que com a estética, mostra várias cenas metafóricas. Para alguns
críticos o diretor usa um comportamento antiplástico e antiartísticos para
causar atração e repulsa no público. Outros críticos defendem que seu enredo é
uma viagem à cabeça de uma pessoa perturbada ou de um assassino que transmite
para as imagens a sua confissão. Além disso, o filme usa a linguagem poética e
não linear, fazendo o espectador lembrar o estado de sonho, inconsciente e
fantasia e não a representação convencional, as imagens são apresentadas como
se pertencessem a um pesadelo.
A cena mais chocante e que causa arrepios na
plateia é o homem cortando o olho de uma mulher com uma navalha. Também é
encontrada no filme a visão de mundo do autor de descrédito das instituições
burguesas e religiosas. Isso juntamente com as cenas pouco convencionais, e a
forma de montagem do filme, causou uma reação adversa no público e até hoje o
cinema surrealista não atrai os espectadores com menos repertório ou menos
ligados à arte. O que nos faz perceber que a vontade do autor de fazer uma obra
que causasse repulsa funcionou em algumas partes.
Um filme tão polêmico como esse tem entre lendas e fatos reais suas
curiosidades. Uma delas, é que o filme gerou tantos protestos e indignação onde
foi exibido, que Buñuel passou a temer a plateia e chegou a levar pedras nos
bolsos para se defender. Outro fato curioso é que o filme foi gravado em apenas
15 dias. Polêmicas à parte, o curta de estreia de Buñuel foi um marco
para o cinema de experimentação surrealista e ajudou a abrir caminho para as
inovações nos roteiros cinematográficos.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
George Meliés
O francês George Meliés é considerado o "pai dos efeitos especiais" no cinema e um dos mais importantes cineastas da história. Descobriu sem querer que era possível fazer truncagem com as imagens, sua câmera travou enquanto gravava cenas do cotidiano e quando voltou a funcionar todas as pessoas tinham se movimentado. A partir daí percebeu o grande potencial destas montagens e começou a criar o "fantástico", que se tornou sua marca registrada.
Com o título original, em francês, Le voyage dans la lune (Viagem à lua - 1902) é um dos filmes mais famosos do cineasta. Confira abaixo esta obra-prima que marcou época e tinha técnicas de efeitos especiais extremamente inovadores para época.
VIAGEM À LUA (1902) - GEORGE MELIÉS
terça-feira, 17 de abril de 2012
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